Postado em 14 de Agosto de 2017 às 09h56

Conheça as diferenças na prepação dos chás!

Chá da Índia Bebida é confundida com infusões em geral. Mas existem diferenças. Saiba quais são e confira dicas de preparação. Cada vez mais popular no Brasil, pouca gente entende de fato o que é...

Bebida é confundida com infusões em geral. Mas existem diferenças. Saiba quais são e confira dicas de preparação. Cada vez mais popular no Brasil, pouca gente entende de fato o que é o chá.

“Tenho certeza de que boa parte das pessoas que estão aqui nunca tomou um chá de verdade.” A provocação veio do tea master Michel Bitencourt durante um breve curso de introdução ao mundo do chá. E ele se apressa para justificar: o chá é uma infusão da planta Camellia sinensis em qualquer uma das suas subespécies.

“Qualquer outra infusão que não seja dessa planta não é chá”, conclui. Dentro dessa classificação, as ervas se dividem em cinco tipos: o branco, o preto, o verde, o azul (Oolong) e o vermelho (Pu Erh). Eles podem ser degustados em sua forma pura ou misturados a outros ingredientes - os chamados blends.

“Um chá fresco preserva muito mais o sabor e o aroma do que um chá seco”, compara Michel. E isso começa na forma como é feita a colheita. Se ela ocorrer manualmente, serão usadas apenas as folhas mais novas e viçosas. Quando o trator passa recolhendo as plantas, tudo vai no mesmo bolo: galhos, folhas, brotos e caules, que acabam triturados. “Aí está a grande diferença.”

Para o tea master, o aumento de consumo de chá é uma tendência mundial, diante dessa busca cada vez mais frequente por hábitos saudáveis. “A própria indústria de refrigerantes tem sentido a queda nas vendas e buscado investir na produção de chás industrializados”, exemplifica. O aumento do poder de compra do brasileiro é outro fator que contribui para o crescimento desse mercado.

E nada se compara a um chá fresquinho, exalando cheiros e sabores únicos. Para oferecer essa experiência gustativa aos clientes, a Tea Shop, com sede em Barcelona e presença na Europa, tem implantado um novo conceito no mercado latino. As lojas brasileiras ganharam um espaço gourmet, em que é possível fazer uma pausa para saborear um chá e comidinhas que combinam com a bebida.

Três elementos básicos devem ser levados em consideração no momento de preparar um bom chá: a qualidade das folhas, a temperatura da água e o tempo de infusão.

As folhas nunca devem ser colocadas em água fervente, para evitar que sejam queimadas. “Ao começar a levantar a primeira borbulha, o fogo deve ser desligado”, ensina Michel Bittencourt. A quantidade de ervas é outro fator importante. Para uma caneca de 200ml, devem ser usados apenas 2g da folhagem. “Especialmente no caso do chá-verde, muita gente acha que ele amarga porque põe erva demais na xícara”, garante Michel.

Por fim, o tempo de infusão fará toda a diferença. O tea master aconselha a seguir a tabela: três minutos para os tipos branco, vermelho (Pu Erh) e azul (Oolong); dois minutos para o verde; e quatro minutos para o preto. No caso das infusões em geral e do rooibos, seis minutos. 

Fonte: Saúde Plena

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